Demanda por montanhismo na região metropolitana de Curitiba: método de experimento de escolha

12/09/2016

Rodrigo Medeiros Ribeiro

Resumo

Este estudo foi realizado região de Curitiba, localizada no estado do Paraná, sul do Brasil. O objetivo foi de realizar a caracterização dos montanhistas e levantar suas preferências em relação aos serviços ofertados pela atividade de montanhismo, considerando as diversas áreas disponíveis para a prática do esporte. Por meio da metodologia do Experimento de Escolha (EE), é possível inferir a Disposição a Pagar (DAP) dos usuários, posteriormente utilizada como um indicador que revela quanto os montanhistas pagariam por possíveis melhorias nos percursos e melhores maneiras de administração das trilhas. Uma amostra de 173 praticantes de montanhismo foi analisada. Observou-se que a maior parcela concentra-se na região de Curitiba, se constitui de homens, esses habitam em sua maioria em casas e estão em uma classe de idade entre 18-29 anos. Ainda sobre os usuários, foi observado que 53% possui ensino superior completo, 34% se constituem de funcionários de empresa privada e 77% possuem renda até 5 salários mínimos. A maior frequência de visitação foi encontrada para o morro do Anhangava. Sobre a continuidade de investimentos em áreas verdes, uma maioria de 98% é de acordo. As principais justificativas foram: melhora da qualidade de vida e manutenção das paisagens/trilhas. Na estimativa das preferências por meio do EE, foi encontrado como atributo mais relevante, quando na avaliação de um lugar para prática de montanhismo, a quantidade de pessoas durante uma trilha. Em segundo grau de importância, foi identificada como sendo a qualidade desses percursos. Para as variáveis comprimento da trilha e dificuldade, foram observados valores negativos, ou seja, não possuem utilidades representativas. Finalmente, os montanhistas estariam dispostos a pagar até R$16,50 por uma trilha que não fosse lotada e R$ 4,84 por um trilha de boa qualidade. Espera-se que essas informações sejam valiosas para o futuro da gestão das áreas de montanhismo, ou ainda, sirvam de apoio para estudos de valoração ambiental em outras áreas, a fim de permitir aos gestores um destino mais adequado dos recursos. Keywords: Disposição a pagar, Experimento de Escolha, Valoração ambiental.

Palavras chave: pagamento por serviços ambientais, montanhismo

Ver o texto completo

 


Pagamento por serviços ambientais em ambientes de montanha

11/09/2016

Amazile López, Adriana Maria de Aquino e Renato Linhares de Assis

Resumo

As montanhas apresentam grande variedade de flora e fauna e desempenham papel fundamental no ciclo da água. A partir da Agenda 21, capítulo 13, denominado “Gerenciamento de Ecossistemas Frágeis: Desenvolvimento Sustentável das Montanhas”, as Nações Unidas, especialmente a Food and Agriculture Organization (FAO), incentivam a reflexão das lideranças de países de todos os continentes sobre o desenvolvimento sustentável em ambientes de montanha. Levando em consideração que as montanhas apresentam características próprias, assim como as suas populações, políticas públicas apropriadas para essas regiões são fundamentais. O objetivo deste trabalho é refletir sobre a contribuição do mecanismo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para a conservação dos ambientes de montanha. Para isto foi realizado levantamento bibliográfico, constatando-se a viabilidade do PSA, principalmente na conservação de recursos hídricos como ferramenta auxiliar na conservação das regiões montanhosas conhecidas como “torres de água”.

Palavras-Chave:

desenvolvimento rural sustentável; políticas públicas.

Ver o texto completo

 


Análise da riqueza e de similaridade florística de afloramentos rochosos em uma zona de transição do Estado da Paraíba – Nordeste do Brasil

11/09/2016

Wallyson Alves da Silva Queiroz

Resumo

Os afloramentos rochosos formam ecossistemas isolados, sendo frequentemente encontrados na região Nordeste do Brasil. A vegetação associada a esses ambientes define um aspecto florístico e fisionômico particular e por apresentarem características singulares, a mesma apresenta-se ecologicamente distinta da matriz circundante. Neste sentido, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico e a análise de similaridade de cinco afloramentos rochosos no município de Puxinanã, Mesorregião Agreste do Estado da Paraíba, Brasil, visando detectar a riqueza e as relações florísticas entre os afloramentos estudados e os demais ambientes rochosos incluídos na análise. Foram realizadas coletas mensais no período de Outubro/2011 a Junho/2013. A identificação taxonômica foi baseada na literatura especializada. Para a análise de similaridade, foi confeccionada uma matriz binária de presença/ausência no software EXCEL onde foram incluídos, além deste estudo outros 18 trabalhos desenvolvidos no domínio semiárido brasileiro. A matriz produzida foi tratada no Software PRIMER versão 6.0 e o índice de similaridade adotado foi o de Jaccard. Foram registradas 225 espécies distribuídas em 158 gêneros e 57 famílias de Angiospermas das quais Fabaceae foi a mais diversificada, com 41 spp., seguida de Euphorbiaceae, com 16 spp.; Convolvulaceae, com 13 spp.; Asteraceae, com 12 spp.; Malvaceae e Rubiaceae, com 11 spp. cada. No que se refere às relações florísticas, os resultados demonstraram que a área estudada apresenta-se agrupada a um afloramento localizado no mesmo município (Puxinanã, PB – Brasil), com o qual compartilha 73 espécies, o que corresponde a um índice de 31% de similaridade. Este aspecto sugere que a proximidade geográfica associada aos micro-habitats presentes nos afloramentos e o tipo de clima da região constituem importantes fatores para o estabelecimento dessa flora, refletindo as relações detectadas entre os ambientes rochosos estudados.

Palavras-chave: similaridade florística, afloramentos rochosos, Estado da Paraíba

Ver o trabalho completo


Caracterização do rebanho de cabras semisselvagens das montanhas do sul do Espirito Santo, Brasil

11/09/2016

Madella-Oliveira A.F. e  Quirino, C.R.

Resumo

A produção de caprinos é um nicho ecológico e econômico nos países em desenvolvimento, contribuindo para a segurança alimentar e sobrevivência do homem no meio rural. A pecuária com pequenos ruminantes assume um caráter social importante para a população destas áreas, garantindo oferta de carne para consumo e renda. Consequentemente, neste cenário a preferência é por animais rústicos, pois, verificou-se sua predominância em explorações extensivas, sem uso de técnicas de manejo e praticamente sem nenhum controle zootécnico. Este trabalho teve por objetivo descrever e caracterizar fenotipicamente cabras semisselvagens das montanhas do Sul do Espírito Santo. A região Sul do Estado do Espirito apresenta topografia bastante acidentada com relevo montanhoso e temperatura que varia em média, de 20°C a 12°C e com altitude, em média de 708,9 metros. Nesta região foram encontrados rebanhos de caprinos naturalizados adaptados às condições adversas. Foram identificadas cinco propriedades com animais semisselvagens, a criação é extensiva, os animais alimentam-se da vegetação nativa das montanhas da região. Raramente os animais possuem contato com os criadores, os quais são utilizados como fonte de proteína/carne através da prática da caça. Os animais dos diferentes rebanhos foram caracterizados fenotipicamente através de fotografias, evidenciando cabras com orelhas curtíssimas ou rudimentares, pelagens de vários tipos de matizes, apresentando pelos curtos ou longos, chifres pequenos a médios, com estatura de pequeno a médio porte. Conclui-se que estes caprinos são animais rústicos e adaptados às condições adversas, apresentando diversidade genética e fenotípica que deverão ser avaliadas a através de análises moleculares.

Palavras-chave: caprinos, montanhas, Espírito Santo

Ver o trabalho completo

 

 


Pteridófitas ocorrentes em três fragmentos florestais de um brejo de altitude (Bonito, Pernambuco, Brasil)

11/09/2016

Augusto César Pessôa Santiago, Iva Carneiro Leão Barros e Lana da Silva Sylvestre

RESUMO

O presente trabalho trata do levantamento da flora pteridofítica da Mata da Colônia, Mata da Chuva e Mata da Reserva, no município de Bonito (Pernambuco, Brasil). O local é um brejo de altitude (ca. 700-800m), cuja vegetação é diferenciada da Caatinga típica da região, condicionada principalmente pela altitude elevada, posição geográfica e aspectos climáticos que favorecem o desenvolvimento das pteridófitas. Foram realizadas 17 excursões ao local com o objetivo de coleta e observação das espécies de pteridófitas, sendo acrescentadas aos acervos de herbários, principalmente regionais, cerca de 400 espécimes. O estudo indicou a ocorrência de 93 espécies e duas variedades, distribuídas em 42 gêneros e 17 famílias. As famílias mais representativas foram Polypodiaceae, com 17 espécies e uma variedade, Thelypteridaceae e Pteridaceae, ambas com 11 espécies. O gênero Thelypteris Schmidel apresentou o maior número de espécies, com nove (e uma variedade), seguido por Asplenium L., com sete. A maioria das espécies apresentou-se como herbáceas, terrícolas e hemicriptófitas, ocorrendo no interior da mata. A flora pteridofítica local apresentou riqueza expressiva, trazendo o registro de 12 novas referências para o Estado, das quais sete ainda não haviam sido citadas para a região Nordeste.

Palavras-chave: Pteridófitas, florística, Nordeste do Brasil, Pernambuco, brejo de altitude

Ver o texto completo


Heterogeneidade altitudinal na Floresta Atlântica setentrional: um estudo de caso no sul da Bahia, Brasil

11/09/2016

Diogo Souza Bezerra Rocha  e André Márcio Araujo Amorim

RESUMO

A Floresta Atlântica apresenta padrões de heterogeneidade ainda pouco conhecidos, em especial aqueles associados à altitude, raramente investigados no eixo setentrional brasileiro. O objetivo do presente trabalho foi verificar a ocorrência de variações na composição florística, diversidade e estrutura da vegetação num remanescente de floresta Montana no sul da Bahia, através da análise de dois trechos de vegetação em diferentes altitudes. Foram amostrados no total 0,5 ha através de cinco plots separados entre si e alocados numa floresta úmida na RPPN Serra Bonita, Bahia, Brasil. Registraram-se 354 espécies de 68 famílias, sendo Myrtaceae, Fabaceae, Rubiaceae e Lauraceae as mais ricas. Os dois trechos apresentaram diferenças em densidade, área basal e estrutura, percebendo-se que com o aumento da altitude, ocorre uma diminuição no porte da floresta, refletindo maior densidade no sub-bosque, além de redução na riqueza específica. A Serra Bonita apresentou alta diversidade, similar a outras áreas na Bahia, porém maior que na Floresta Atlântica no sudeste do Brasil. Os trechos amostrados apresentaram bom estado de conservação, com abundância de lianas lenhosas, elevada área basal e baixa evidência de extração madeireira. As variações detectadas entre os trechos inventariados sugerem modificações estruturais abruptas, influenciadas possivelmente por precipitação, temperatura e barreiras locais determinadas por uma topografia acidentada, mas não por fatores edáficos.

Palavras-chave: diversidade arbórea, fl oresta Montana, perfi l de diversidade, curvas de rarefação, similaridade.

Ver o texto completo


A Serra do Japi, sua origem geomorfológica e a Teoria dos Refúgios

06/11/2012

Aziz Ab´Sáber

RESUMO

Neste artigo Aziz Ab´Sáber refaz a história evolutiva da Serra do Japi, desde o Jurássico, quando ela ainda nem existia, até a passagem do Pleistoceno ao Holoceno, quando devido à ultima grande glaciação, a Serra do Japi sofreu um rearranjo florístico conformando um refugio florestal com a expansão de vegetação seca das caatingas.

Palavras-chave: Serra do Japi, refúgio florestal

Ver o texto completo