Orientações motivacionais de alpinistas

25/08/2011

A.D. Rodrigues, J.P. Lázaro, H.M. Fernandes, J. Vasconcelos-Raposo

RESUMO:

O presente estudo pretende caracterizar os níveis de negativismo, ativação, autoconfiança e orientações motivacionais de diversos praticantes de desportos de montanha, tendo em conta diversas variáveis diferenciadoras (sexo, idade, anos de experiência, nacionalidade, formação e modalidade específica). Verificou-se uma associação positiva entre os níveis de negativismo e orientação para o ego. Dados os raros estudos realizados até à data sobre esta temática neste tipo de amostra, os resultados foram interpretados à luz dos respectivos modelos teóricos e especificidades desta atividade desportiva.

Palavras-chave: negativismo, ativação, autoconfiança, orientações motivacionais, alpinismo

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O perfil do instrutor de montanhismo em Minas Gerais

16/08/2011

Jairo Antônio Paixão, Guilherme Tucher

RESUMO:

O presente estudo buscou analisar o perfil dos instrutores de esporte de aventura no estado de Minas Gerais. Realizou-se um estudo descritivo exploratório com um grupo amostral composto por 121 instrutores atuantes em diferentes modalidades de esporte de aventura no Estado de Minas Gerais. Verificou-se que a categoria desses profissionais se apresenta a partir de indivíduos com formações diversificadas (nível médio, graduação em Educação Física e em outras áreas do ensino superior). Esses profissionais mobilizam os saberes necessários à atuação do instrutor de esporte de aventura de formas variadas como vivências práticas em uma ou mais modalidades e compartilhamento de informações entre amigos de profissão.

Palavras-chave: esporte de aventura, instrutores, risco

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Código de ética do Primeiro Congresso Brasileiro de Montanhismo (1993)

16/08/2011

RESUMO

Código de ética que foi discutido no Primeiro Seminário Paranaense de Montanhismo em 1993 e depois levado para discussão no Primeiro Congresso Brasileiro de Montanhismo que aconteceu em Curitiba no mesmo ano.

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O morro da cidade e a cidade do morro: aventura, turismo e lazer em Analândia

28/06/2011

Janaina de Freitas Munhoz, Luiz Gonçalves Junior

RESUMO

A Estância Climática de Analândia, interior de São Paulo, tem sua economia atrelada à agropecuária e, mais recentemente, também ao turismo. Dentre os atrativos turísticos destaca­ se o Morro do Cuscuzeiro, testemunho geológico com formato similar de cuscuz. O objetivo deste estudo foi identificar como os moradores de Analândia percebem as alterações nos usos do Morro do Cuscuzeiro. Foram realizadas entrevistadas baseadas na História Oral, com oito moradores e a partir destas foi possível considerar: a) a exploração turística do Cuscuzeiro transformou a vida dos moradores; b) o Cuscuzeiro vivia até fins da década de 1980 um “turismo de cerca” e hoje tem boa infra-estrutura; c) outrora o morro era desvalorizado por ser improdutivo, porém na década de 1990 se transformou em atrativo turístico de fruição das Atividades Físicas de Aventura na Natureza; e) O significado atribuído ao morro mudou: o Cuscuzeiro já não é mais o “morro da cidade” e sim Analândia se tornou a “cidade do morro”.

Palavras-chave: aventura; escalada; lazer; turismo.

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O alpinismo: uma experiência no (pelo) corpo

22/06/2011

Ana L. Pereira

RESUMO:

A sociedade ocidental caracteriza-se pelo monopólio da visão sobre os demais sentidos, provocando um incremento na valorização da imagem corporal. Mas, para além de ser uma sociedade mediática, valoriza-se a auto-realização e auto-expressão, objetivos possíveis de concretizar no tempo livre e lazer. É sobre o alpinismo, uma atividade física de lazer e que encerra riscos que colocam a integridade física em causa, que este estudo incide. Perante a possibilidade de ocorrerem acidentes que adulteram o corpo do alpinista e o afastam da imagem preconizada pela sociedade, é de questionar a valorização que este confere ao corpo. Assim, os objetivos deste trabalho foram compreender os sentidos expressos e atribuídos ao alpinismo e compreender as representações do corpo em alpinistas. Para isso foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas a vinte alpinistas, tendo essas entrevistas sido submetidas à análise de conteúdo. Através do processo hermenêutico para as categorias criadas, podemos considerar que para os alpinistas deste estudo o corpo é um locus de expressão do valor da estética e o dever um valor essencial para um corpo disciplinado. Esta valorização do dever está subordinada aos valores hedonísticos inerentes à própria actividade, os quais não estão subordinados a nenhum valor que o prazer da conquista. Finalmente, o corpo é percebido pela sua funcionalidade, sendo inclusive menos bem tratado desde que o objetivo se concretize.

Palavras-chave: corpo, alpinismo, valores.

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Sobre o alpinismo solitário

20/06/2011

David Le Breton

RESUMO

As atividades físicas e despor­tivas de risco não são somente uma maneira de se colocar fisicamente em jogo com o prazer da prova, elas participam da elaboração contemporânea da identidade, quer dizer, da relação consigo mesmo e com os outros dentro do contexto do individualismo contemporâneo. A sua realização só depen­de do indivíduo, não há treinador para levá-lo a melhor condição antes da partida. Em sua forma mais radical, testemunham a tentativa de encontrar uma legitimidade da sua existência que as suas relações aos outros não for­necem.

Palavras-chave: escalada em solitário, risco

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A experiência do risco no alpinismo

17/06/2011

Ana Pereira, Maria Felix

RESUMO:

Este trabalho explora a noção de risco dos alpinistas e sua necessidade pelo mesmo, considerando se a atividade se desenvolve, ou não, no desejo do risco como auto-expressão e como forma de tornar suas vidas distintas.

Palavras-chave: risco, escalada, sociedade contemporânea.

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