Análise da riqueza e de similaridade florística de afloramentos rochosos em uma zona de transição do Estado da Paraíba – Nordeste do Brasil

11/09/2016

Wallyson Alves da Silva Queiroz

Resumo

Os afloramentos rochosos formam ecossistemas isolados, sendo frequentemente encontrados na região Nordeste do Brasil. A vegetação associada a esses ambientes define um aspecto florístico e fisionômico particular e por apresentarem características singulares, a mesma apresenta-se ecologicamente distinta da matriz circundante. Neste sentido, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico e a análise de similaridade de cinco afloramentos rochosos no município de Puxinanã, Mesorregião Agreste do Estado da Paraíba, Brasil, visando detectar a riqueza e as relações florísticas entre os afloramentos estudados e os demais ambientes rochosos incluídos na análise. Foram realizadas coletas mensais no período de Outubro/2011 a Junho/2013. A identificação taxonômica foi baseada na literatura especializada. Para a análise de similaridade, foi confeccionada uma matriz binária de presença/ausência no software EXCEL onde foram incluídos, além deste estudo outros 18 trabalhos desenvolvidos no domínio semiárido brasileiro. A matriz produzida foi tratada no Software PRIMER versão 6.0 e o índice de similaridade adotado foi o de Jaccard. Foram registradas 225 espécies distribuídas em 158 gêneros e 57 famílias de Angiospermas das quais Fabaceae foi a mais diversificada, com 41 spp., seguida de Euphorbiaceae, com 16 spp.; Convolvulaceae, com 13 spp.; Asteraceae, com 12 spp.; Malvaceae e Rubiaceae, com 11 spp. cada. No que se refere às relações florísticas, os resultados demonstraram que a área estudada apresenta-se agrupada a um afloramento localizado no mesmo município (Puxinanã, PB – Brasil), com o qual compartilha 73 espécies, o que corresponde a um índice de 31% de similaridade. Este aspecto sugere que a proximidade geográfica associada aos micro-habitats presentes nos afloramentos e o tipo de clima da região constituem importantes fatores para o estabelecimento dessa flora, refletindo as relações detectadas entre os ambientes rochosos estudados.

Palavras-chave: similaridade florística, afloramentos rochosos, Estado da Paraíba

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Caracterização do rebanho de cabras semisselvagens das montanhas do sul do Espirito Santo, Brasil

11/09/2016

Madella-Oliveira A.F. e  Quirino, C.R.

Resumo

A produção de caprinos é um nicho ecológico e econômico nos países em desenvolvimento, contribuindo para a segurança alimentar e sobrevivência do homem no meio rural. A pecuária com pequenos ruminantes assume um caráter social importante para a população destas áreas, garantindo oferta de carne para consumo e renda. Consequentemente, neste cenário a preferência é por animais rústicos, pois, verificou-se sua predominância em explorações extensivas, sem uso de técnicas de manejo e praticamente sem nenhum controle zootécnico. Este trabalho teve por objetivo descrever e caracterizar fenotipicamente cabras semisselvagens das montanhas do Sul do Espírito Santo. A região Sul do Estado do Espirito apresenta topografia bastante acidentada com relevo montanhoso e temperatura que varia em média, de 20°C a 12°C e com altitude, em média de 708,9 metros. Nesta região foram encontrados rebanhos de caprinos naturalizados adaptados às condições adversas. Foram identificadas cinco propriedades com animais semisselvagens, a criação é extensiva, os animais alimentam-se da vegetação nativa das montanhas da região. Raramente os animais possuem contato com os criadores, os quais são utilizados como fonte de proteína/carne através da prática da caça. Os animais dos diferentes rebanhos foram caracterizados fenotipicamente através de fotografias, evidenciando cabras com orelhas curtíssimas ou rudimentares, pelagens de vários tipos de matizes, apresentando pelos curtos ou longos, chifres pequenos a médios, com estatura de pequeno a médio porte. Conclui-se que estes caprinos são animais rústicos e adaptados às condições adversas, apresentando diversidade genética e fenotípica que deverão ser avaliadas a através de análises moleculares.

Palavras-chave: caprinos, montanhas, Espírito Santo

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Pteridófitas ocorrentes em três fragmentos florestais de um brejo de altitude (Bonito, Pernambuco, Brasil)

11/09/2016

Augusto César Pessôa Santiago, Iva Carneiro Leão Barros e Lana da Silva Sylvestre

RESUMO

O presente trabalho trata do levantamento da flora pteridofítica da Mata da Colônia, Mata da Chuva e Mata da Reserva, no município de Bonito (Pernambuco, Brasil). O local é um brejo de altitude (ca. 700-800m), cuja vegetação é diferenciada da Caatinga típica da região, condicionada principalmente pela altitude elevada, posição geográfica e aspectos climáticos que favorecem o desenvolvimento das pteridófitas. Foram realizadas 17 excursões ao local com o objetivo de coleta e observação das espécies de pteridófitas, sendo acrescentadas aos acervos de herbários, principalmente regionais, cerca de 400 espécimes. O estudo indicou a ocorrência de 93 espécies e duas variedades, distribuídas em 42 gêneros e 17 famílias. As famílias mais representativas foram Polypodiaceae, com 17 espécies e uma variedade, Thelypteridaceae e Pteridaceae, ambas com 11 espécies. O gênero Thelypteris Schmidel apresentou o maior número de espécies, com nove (e uma variedade), seguido por Asplenium L., com sete. A maioria das espécies apresentou-se como herbáceas, terrícolas e hemicriptófitas, ocorrendo no interior da mata. A flora pteridofítica local apresentou riqueza expressiva, trazendo o registro de 12 novas referências para o Estado, das quais sete ainda não haviam sido citadas para a região Nordeste.

Palavras-chave: Pteridófitas, florística, Nordeste do Brasil, Pernambuco, brejo de altitude

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Heterogeneidade altitudinal na Floresta Atlântica setentrional: um estudo de caso no sul da Bahia, Brasil

11/09/2016

Diogo Souza Bezerra Rocha  e André Márcio Araujo Amorim

RESUMO

A Floresta Atlântica apresenta padrões de heterogeneidade ainda pouco conhecidos, em especial aqueles associados à altitude, raramente investigados no eixo setentrional brasileiro. O objetivo do presente trabalho foi verificar a ocorrência de variações na composição florística, diversidade e estrutura da vegetação num remanescente de floresta Montana no sul da Bahia, através da análise de dois trechos de vegetação em diferentes altitudes. Foram amostrados no total 0,5 ha através de cinco plots separados entre si e alocados numa floresta úmida na RPPN Serra Bonita, Bahia, Brasil. Registraram-se 354 espécies de 68 famílias, sendo Myrtaceae, Fabaceae, Rubiaceae e Lauraceae as mais ricas. Os dois trechos apresentaram diferenças em densidade, área basal e estrutura, percebendo-se que com o aumento da altitude, ocorre uma diminuição no porte da floresta, refletindo maior densidade no sub-bosque, além de redução na riqueza específica. A Serra Bonita apresentou alta diversidade, similar a outras áreas na Bahia, porém maior que na Floresta Atlântica no sudeste do Brasil. Os trechos amostrados apresentaram bom estado de conservação, com abundância de lianas lenhosas, elevada área basal e baixa evidência de extração madeireira. As variações detectadas entre os trechos inventariados sugerem modificações estruturais abruptas, influenciadas possivelmente por precipitação, temperatura e barreiras locais determinadas por uma topografia acidentada, mas não por fatores edáficos.

Palavras-chave: diversidade arbórea, fl oresta Montana, perfi l de diversidade, curvas de rarefação, similaridade.

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A Serra do Japi, sua origem geomorfológica e a Teoria dos Refúgios

06/11/2012

Aziz Ab´Sáber

RESUMO

Neste artigo Aziz Ab´Sáber refaz a história evolutiva da Serra do Japi, desde o Jurássico, quando ela ainda nem existia, até a passagem do Pleistoceno ao Holoceno, quando devido à ultima grande glaciação, a Serra do Japi sofreu um rearranjo florístico conformando um refugio florestal com a expansão de vegetação seca das caatingas.

Palavras-chave: Serra do Japi, refúgio florestal

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Geomorfologia da região de Jaraguá, em São Paulo

06/11/2012

Aziz Ab´Sáber

RESUMO

Trata-se de um interesse artigo sobre a geomorfologia e geologia do Pico do Jaragua em São Paulo, numa abordagem geográfica que não perde valor cientifico e agrega pela facilidade de compreensão do assunto. Hoje, muito deste conhecimento está desatualizado, porém ainda assim é um artigo interessante, não apenas pelo valor histórico e epistêmico, mas pela descrição e dos detalhes. É quase que um volta à São Paulo na época em que os carros e os arranha céus ainda não dominavam a cidade.

Palavras-chave

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“Dedo de Deus”, um tipo de facetas triangulares em clima tropical úmido

06/11/2012

Aziz Nacib Ab´Sáber

RESUMO

Este curto artigo da década de 1960, apesar de parecer antigo, apresenta idéias sobre como evoluiram algumas formas topográficas de maior destaque no Brasil, que é aquilo que Ab´Sáber chama de “relevo Dedo de Deus”, montanhas situadas em frente à blocos montanhosos proeminentes com escarpa de falha. No caso, Aziz dá nome de Dedo de Deus à estas topografias exatamente porque o famoso pontão fluminense é um exemplo mor sobre esta forma de relevo. Neste artigo, no entanto, Aziz não dá exemplo do Dedo Deus propriamente dito, mas sim de outro pontão montanhoso localizado em frente ao Pico dos Marins em São Paulo, montanha que hoje em dia é reconhecida como nome de Pico da Mariana. O Relevo de Dedo de Deus ocorre com freqüência nas serras do Mar e Mantiqueira do Brasil, do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.

Palavras-chave: formação do relevo

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