Análise do uso e ocupação do solo em Itatiaia através de sensoriamento remoto

30/11/2011

Monika Richter, Carla Bernadete Madureira Cuz, Leonardo Valentim

RESUMO:

A criação e a implementação de Unidades de Conservação vem sendo considerada como estratégica para a conservação da biodiversidade in situ. Entretanto, para se atingir os objetivos de criação, o manejo da área deve ser baseado em um planejamento participativo, dinâmico e periodicamente revisado. Para tanto o uso de geotecnologias permite uma visão integrada dos diferentes elementos envolvidos como o uso e a ocupação do solo e cobertura vegetal. O presente estudo analisou os resultados obtidos a partir de produtos de sensoriamento remoto gerados para o Parque Nacional do Itatiaia.

Palavras-chave: sensoriamento remoto, Itatiaia

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Análise da paisagem de um corredor ecológico na Serra da Mantiqueira

30/11/2011

Janaina Sant`Ana Maia Santos

RESUMO:

O longo histórico de conversão da cobertura florestal da terra em áreas agropastoris que se deu no Sudeste brasileiro resultou em uma paisagem onde a cobertura vegetal natural se encontra reduzida a fragmentos com diversos tamanhos e padrões espaciais. A fragmentação da cobertura vegetal causa diversos efeitos deletérios às populações biológicas que dependem deste hábitat, como subdivisão de populações, aumento da taxa de endogamia e conseqüente erosão genética, menor resistência a distúrbios e, risco de extinção local. Existem muitas iniciativas de ação para reduzir as conseqüências da fragmentação de hábitats, entre as quais a manutenção ou implementação de corredores ecológicos. Corredores ecológicos são faixas de hábitat natural que conectam fragmentos de hábitat permitindo o fluxo gênico entre estes fragmentos, aumentando assim a viabilidade de populações biológicas. Este trabalho se propõe a avaliar a hipótese de que a legislação brasileira de ordenação da cobertura florestal, o Código Florestal Brasileiro,  poderia manter a  presença de corredores ecológicos e melhorar suas funções como habitat e promotores de fluxo gênico. A avaliação da hipótese proposta foi feita através da análise do impacto da aplicação de alguns regulamentos sobre a cobertura da terra previstos no Código Florestal, sobre a qualidade da paisagem da crista da Serra da Mantiqueira como corredor ecológico entre o Parque Nacional de Itatiaia (PNI) e o Parque Estadual de Campos do Jordão (PECJ). A paisagem atual da região da crista da Serra da Mantiqueira entre o PNI e o PECJ foi estratificada em sete fragmentos florestais com tamanho adequado à conservação de espécies silvestres, sete corredores, dos quais um representa uma interrupção na cobertura florestal do corredor PECJ-PNI e seis são faixas florestais estreitas. Uma área de transição entre o PECJ e um dos  fragmentos foi também discriminada. Foi construído um cenário alternativo, no qual aplicou-se alguns normas para a cobertura da terra previstas no Código Florestal Brasileiro simulando uma paisagem cujas áreas adjacentes aos polígonos do cenário atual do corredor PECJ-PNI encontram-se em concordância com o Código Florestal. Observou-se que a interrupção existente no corredor da Serra da Mantiqueira é eliminada no cenário alternativo e que a qualidade como habitat dos fragmentos e principalmente dos corredores melhora de forma significativa. Os resultados confirmam a hipótese de que a observação às normas do Código Florestal pode manter e ampliar a área de vegetação florestal existente entre o PECJ e o PNI, possibilitando inclusive a conexão de fragmentos que atualmente encontram-se separados.

Palavras-chave: análise da paisagem, serra da Mantiqueira

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A geomorfologia da Serra do Espinhaço em Minas Gerais

30/11/2011

Allaoua Saadi

RESUMO:

A descoberta de recursos minerais (principalmente ouro e diamante) despertou, bem cedo, um forte interesse para o estudo da geologia da serra do Espinhaço, devidamente desenvolvido, incentivado e apoiado, a partir dos anos 70, pelo Centro de Geologia Eschwege.   Tal dedicação não foi, no entanto, dispensada à investigação de sua história geomorfológica. Os trabalhos que tratam diretamente de partes desta serra, são poucos e caracterizados por enfoques muito variados. Ao assumir a tarefa de elaborar um trabalho sobre a geomorfologia do conjunto da serra do Espinhaço mineira, objetiva-se, em primeiro lugar, retratar o estado do conhecimento sobre o assunto e, em segundo lugar, propor uma interpretação da gênese do relevo que considere os papéis respectivos dos fatores climático e tectônico.

Palavras-chave: geomorfologia, serra do Espinhaço

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