Impacto ambiental de trilhas no maciço da Tijuca, Rio de Janeiro

30/06/2011

Adriano Severo Figueiró, Ana Luiza Coelho Netto 

RESUMO:

Este trabalho teve por objetivo identificar e avaliar o gradiente ambiental gerado pela existência de trilhas em áreas de borda na interface floresta – cidade, em duas áreas selecionadas com vizinhança de diferentes graus de adensamento urbano (área do Catrambi – alta densidade urbana, e área do Soberbo- baixa densidade), na Floresta da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ). Tomou-se como hipótese inicial que o aumento da pressão urbana implica em um adensamento de trilhas não planejadas na área florestal contígua, acarretando uma modificação na dinâmica do efeito de borda, acelerando sua propagação, especialmente no que se refere às mudanças estruturais da vegetação e microclimatológicas, com rebatimento direto na funcionalidade do sistema ambiental. Os levantamentos de campo ficaram restritos a quatro variáveis principais: análise da estrutura da vegetação nas margens das trilhas e caminhos, Densidade Aparente do Solo no leito das trilhas, variabilidade microclimática entre as trilhas e o interior da borda florestal e, finalmente, análise da serapilheira acumulada nas parcelas localizadas às margens das trilhas. 

Palavras-chave: gradiente ambiental , Floresta da Tijuca, trilhas

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Capacitação profissional de guias e monitores ambientais na Pedra do Baú

28/06/2011

Luciana Gonçalves, Michele Ribeiro, Campos, Michelle Romano, Nadia Nakamura, Osvaldo França, Renata Bortolazzo

RESUMO 

Com o desenvolvimento do ecoturismo, as áreas naturais passaram a ser alvo de um grande número de visitantes. Nesse contexto, há a necessidade de profissionais qualificados e capacitados para atender a demanda turística e a conservação do meio ambiente. A partir de um estudo de caso na região da Pedra do Baú, pretende-se verificar o nível de capacitação profissional dos guias e monitores da região, e avaliar se estão preparados para atuar nas áreas onde se desenvolvem as práticas de ecoturismo, atendendo às questões levantadas. 

Palavras-chave: ecoturismo, turismo sustentável, guias e monitores, capacitação profissional, educação ambiental.

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O morro da cidade e a cidade do morro: aventura, turismo e lazer em Analândia

28/06/2011

Janaina de Freitas Munhoz, Luiz Gonçalves Junior

RESUMO

A Estância Climática de Analândia, interior de São Paulo, tem sua economia atrelada à agropecuária e, mais recentemente, também ao turismo. Dentre os atrativos turísticos destaca­ se o Morro do Cuscuzeiro, testemunho geológico com formato similar de cuscuz. O objetivo deste estudo foi identificar como os moradores de Analândia percebem as alterações nos usos do Morro do Cuscuzeiro. Foram realizadas entrevistadas baseadas na História Oral, com oito moradores e a partir destas foi possível considerar: a) a exploração turística do Cuscuzeiro transformou a vida dos moradores; b) o Cuscuzeiro vivia até fins da década de 1980 um “turismo de cerca” e hoje tem boa infra-estrutura; c) outrora o morro era desvalorizado por ser improdutivo, porém na década de 1990 se transformou em atrativo turístico de fruição das Atividades Físicas de Aventura na Natureza; e) O significado atribuído ao morro mudou: o Cuscuzeiro já não é mais o “morro da cidade” e sim Analândia se tornou a “cidade do morro”.

Palavras-chave: aventura; escalada; lazer; turismo.

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O alpinismo: uma experiência no (pelo) corpo

22/06/2011

Ana L. Pereira

RESUMO:

A sociedade ocidental caracteriza-se pelo monopólio da visão sobre os demais sentidos, provocando um incremento na valorização da imagem corporal. Mas, para além de ser uma sociedade mediática, valoriza-se a auto-realização e auto-expressão, objetivos possíveis de concretizar no tempo livre e lazer. É sobre o alpinismo, uma atividade física de lazer e que encerra riscos que colocam a integridade física em causa, que este estudo incide. Perante a possibilidade de ocorrerem acidentes que adulteram o corpo do alpinista e o afastam da imagem preconizada pela sociedade, é de questionar a valorização que este confere ao corpo. Assim, os objetivos deste trabalho foram compreender os sentidos expressos e atribuídos ao alpinismo e compreender as representações do corpo em alpinistas. Para isso foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas a vinte alpinistas, tendo essas entrevistas sido submetidas à análise de conteúdo. Através do processo hermenêutico para as categorias criadas, podemos considerar que para os alpinistas deste estudo o corpo é um locus de expressão do valor da estética e o dever um valor essencial para um corpo disciplinado. Esta valorização do dever está subordinada aos valores hedonísticos inerentes à própria actividade, os quais não estão subordinados a nenhum valor que o prazer da conquista. Finalmente, o corpo é percebido pela sua funcionalidade, sendo inclusive menos bem tratado desde que o objetivo se concretize.

Palavras-chave: corpo, alpinismo, valores.

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Composição florística de um campo de altitude na Serra do Brigadeiro (MG)

21/06/2011

Alessandra Nasser Caiafa  & Alexandre Francisco da Silva

RESUMO:

Nas elevadas altitudes do sudeste brasileiro são encontrados os campos de altitude. A fisionomia mais freqüentemente encontrada nos platôs relativamente extensos é a de arbustos inseridos em uma matriz de touceiras de gramíneas, com esparsas ervas e pteridófitas. Os objetivos deste trabalho foram elaborar a lista florística de plantas vasculares e determinar o espectro biológico florístico, de um campo de altitude localizado no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais, Brasil. Para tanto, foram realizadas expedições mensais entre julho de 2000 a janeiro de 2002. É necessária, a realização de um maior número de estudos florísticos e ecológicos em campos de altitude, pois a carência atual de estudos não permite análises comparativas, ferramentas importantes para se aferir relações fitogeográficas, e para avaliar o estado de conservação das áreas possuidoras de tal formação vegetacional. 

Palavras-Chave: Campo de altitude, florística, espectro biológico, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. 

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Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque (AP)

21/06/2011

Marta de Azevedo Irving

RESUMO:

Os parques nacionais de fronteira na Amazônia brasileira constituem um tema essencial para a reflexão acadêmica e para as políticas ambiental, de desenvolvimento e de segurança do país. O tema envolve uma discussão interdisciplinar complexa, ainda incipiente, no que se refere à gestão da biodiversidade e desenvolvimento regional sustentável, sob a ótica de olhares históricos, quadros legais e institucionais, sociais, econômicos, ambientais e políticos distintos. Essa afirmação ganha contornos ainda mais evidentes no caso do Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque, situado no Estado do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname: o único parque nacional, portanto, em contato direto com a União Européia na Amazônia. Nesse contexto, o presente trabalho, de caráter exploratório e preliminar, objetiva contribuir para a compreensão dos desafios envolvidos na gestão da biodiversidade do Parque Nacional, tendo em vista os cenários atual e futuro para a cooperação Brasil-França.

Palavras-Chave: Gestão, biodiversidade, Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque, Brasil, França. 

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Sobre o alpinismo solitário

20/06/2011

David Le Breton

RESUMO

As atividades físicas e despor­tivas de risco não são somente uma maneira de se colocar fisicamente em jogo com o prazer da prova, elas participam da elaboração contemporânea da identidade, quer dizer, da relação consigo mesmo e com os outros dentro do contexto do individualismo contemporâneo. A sua realização só depen­de do indivíduo, não há treinador para levá-lo a melhor condição antes da partida. Em sua forma mais radical, testemunham a tentativa de encontrar uma legitimidade da sua existência que as suas relações aos outros não for­necem.

Palavras-chave: escalada em solitário, risco

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