Um Brasil de montanhas

27/05/2011

Pedro Luiz Pretz Sartori, Maria da Graça Barros Sartori

RESUMO

A nova classificação do relevo brasileiro em três macrocompartimentos, apresentada por ROSS (1996) e adotada por todos os autores de livros didáticos de Geografia da Educação Básica e pelos cursos pré-vestibulares de Santa Maria, levou alguns professores da disciplina à afirmações equivocadas, ao declararem que no Brasil não existem montanhas. Esse artigo foi elaborado com o objetivo de esclarecer, em definitivo, a controvérsia gerada pela referida classificação, a partir de esclarecimento conceitual construído com base na revisão bibliográfica, em obras de geomorfólogos de renome nacional e internacional, que substanciou os argumentos dos autores. Assim, a revisão bibliográfica e a análise geológica e geomorfológica do território brasileiro permitem afirmar que o Brasil possui montanhas de origens e altitudes diversas. 

Palavras-chave: classificação do relevo, montanha, serras. 

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Resolução CONAMA sobre campos de altitude

26/05/2011

RESUMO

Esta Resolução número 423 de abril de 2010 do CONAMA dispõe sobre parâmetros básicos para identificação e análise da vegetação primária e dos estágios sucessionais da vegetação secundária nos campos de altitude associados ou abrangidos pela Floresta Atlântica. 

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Florística e espectro biológico de refúgios altomontanos no morro Anhangava

26/05/2011

Ceusnei Simão

RESUMO:

Foram identificados nos Refúgios Vegetacionais Altomontanos no morro Anhangava 130 espécies vegetais fanerógamas, pertencentes a 46 famílias botânicas, sendo 125 espécies pertencentes à Divisão Magnoliophyta (Anthophyta) e cinco espécies pertencentes à Divisão Pinophyta (Conipherophyta). Com relação à divisão Pteridophyta, foram identificadas 8 espécies, pertencentes a 6 famílias. Entre as 46 famílias de fanerógamas identificadas na área de estudo, as mais representativas foram Asteraceae com 12 espécies (9,22%), Myrtaceae com 11 espécies (8,46%), Orchidaceae e Poaceae ambas com 9 espécies (6,92%), Bromeliaceae com 8 espécies (6,15%),  e Cyperaceae e Melastomataceae com 7 espécies (5,38%). A elevada proporção  de Asteraceae é devida ao fato de ocorrerem áreas de campo e áreas de sucessão vegetal, onde essas plantas são sempre dominantes. Com relação à representatividade de Myrtaceae, a explicação é pela elevada densidade dessa família em  ambientes altomontanos. Há  uma proporção equilibrada de elementos de porte arbóreo com os de porte herbáceo (54,70%), ou seja, ambiente misto entre floresta e campo. A pequena  representatividade dos terófitos (3,8%) no morro Anhangava pode ser explicada pela conjunção de baixas temperaturas e escassez de solos e nutrientes. Não foi detectada nenhuma espécie xeromorfa ou hidromorfa. As principais ameaças às formações de  refúgios Vegetacionais Altomontanos no Morro Anhangava são referentes à invasão biológica, principalmente devido ao gênero  Pinus spp. e a Poaceae  Cortaderia selloana, que alteram a paisagem e a ecologia local.

Palavras-chaves: espectro biológico florístico, ambiente altomontano.

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Escalada esportiva na educação física escolar

26/05/2011

Juslaine Meire do Prado

RESUMO:

O presente estudo teve por objetivo investigar a prática da escalada esportiva como elemento da Educação Física e sua aplicabilidade no segmento escolar, bem como também, averiguar a possibilidade de inserção desta atividade de aventura no planejamento da Educação Física. Para tanto, esse estudo, de natureza descritiva e qualitativa, desenvolveu-se por meio de uma revisão bibliográfica a respeito do termo montanhismo, escalada esportiva e, histórico da Educação Física além de uma pesquisa de campo. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário, com perguntas abertas e fechadas sobre o tema, destinado a professores de Educação Física atuantes na área escolar, no setor público e privado de ensino das cidades de Campinas e São Paulo. Foi identificado que atualmente a Educação Física apresenta mudanças significativas para a contribuição da formação do ser humano critico e reflexivo sobre seu papel enquanto cidadão, e para isto, a escalada esportiva surge como mais uma oportunidade numa gama de opções a serem trabalhadas dentro da escola e também na Educação Física de um modo geral, indo além do desenvolvimento das capacidades físicas e das habilidades motoras atingindo o indivíduo em suas demais esferas da vida humana, trabalhando valores individuais e sociais como a liderança, a confiança, o companheirismo, a compaixão, o planejamento, a motivação, o cuidado com meio ambiente, entre outros citados no decorrer do estudo. Os resultados apontados apresentaram também dificuldades em se trabalhar com uma diversidade de conteúdos na escola, porém, revelaram professores interessados em assumir estes desafios.

Palavras-chaves: escalada esportiva e educação física escolar.

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Solos e vegetação nos complexos de altitude da Mantiqueira e do Espinhaço

26/05/2011

Vinicius de Melo Benites, Alessandra Nasser Caiafa, Eduardo de Sá Mendonça,  Carlos Ernesto Schaefer e João Carlos Ker 

RESUMO:

Complexos Rupestres de Altitude compreendem biomas singulares que ocorrem nas cimeiras das principais cadeias montanhosas do Brasil. Diferem-se dos biomas dominantes pelas características dos solos e da biota, apresentando altas taxas de diversidade e endemismos. A vegetação apresenta adaptações às condições adversas do solo e ao fogo. Os solos são rasos, arenosos, oligotróficos e ricos em alumínio trocável. São encontrados horizontes húmicos e até mesmo orgânicos. Grande parte do carbono ocorre na forma de ácidos fúlvicos. Observa-se a iluviacão de matéria orgânica no solo sendo formados horizontes espódicos e rios negros. O material orgânico apresenta forte melanização em função da grande quantidade de fragmentos de carvão encontrados no solo, os quais são um testemunho de incêndios naturais. Solos sobre quartzito diferem dos solos sobre rochas ígneas por serem ainda mais pobres em nutrientes. Os processos de pedogênese observados apontam a degradação natural destes ambientes nas atuais condições climáticas. 

Palavras-chaves: solos altimontanos, campos rupestres, campos de altitude

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Bases para a preparação física de escaladores desportivos

26/05/2011

Diego França Ferrer

RESUMO:

Este trabalho tem como finalidade a elaboração de uma proposta de preparação física para escaladores esportivos, respeitando os princípios da sua especificidade, destinado àquele que pretenda, para a partir da execução de um treinamento sistematizado, buscar uma melhoria do desempenho desportivo. De natureza qualitativa, fundamenta-se na revisão bibliográfica de autores das áreas do treinamento desportivo envolvendo a sua metodologia, a preparação física e literaturas específicas do treinamento para escaladores, relacionando-os com a vivência no meio em questão. Esta pesquisa terá uma delimitação do tema abordando a preparação física para a escalada esportiva, sendo o recorte desta pesquisa, um enfoque dos aspectos condicionais para a otimização do desempenho desportivo.

Palavras-chave: Treinamento, Preparação física, Escalada Esportiva.

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Myrtaceae dos campos de altitude do Parque Nacional do Caparaó

26/05/2011

Fiorella Fernanda Mazine  e Vinicius Castro Souza

RESUMO: 

O presente trabalho visa a identificação e caracterização das espécies de Myrtaceae ocorrentes nos campos de altitude do Parque Nacional do Caparaó, localizado na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, sendo sua vegetação formada por florestas e campos de altitude. Apresenta em geral altitudes em torno de 2.000 m, sendo seu ponto culminante o Pico da Bandeira, com 2.890 metros, representando o ponto de maior altitude da Região Sudeste. Myrtaceae está representada na área por 10 espécies, pertencentes a seis gêneros.  

Palavras-chave: mirtáceas, Pico da Bandeira 

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