Arqueologia no caminho histórico do Itupava

29/06/2009

Almir Pontes Filho, Cristina Carla Kluppel e Julio Cezar Tomas Telles

RESUMO:

Este artigo relata resultados parciais de pesquisas sobre o Caminho do Itupava, na porção situada na Serra do Mar paranaense. Trata-se de uma síntese de iniciativas de caráter técnico e científico, que ampliam o conhecimento sobre a inserção do Itupava, diante da diversidade ambiental e da contextualização socio-econômica da formação das primeiras vilas paranaenses.

Palavras-chave: arqueologia; Serra do Mar; Itupava

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A Floresta Ombrófila Densa na Serra da Prata

29/06/2009

Christopher Thomas Blum

RESUMO:

 Este estudo objetivou caracterizar aspectos ambientais, florísticos e estruturais das comunidades de Floresta Ombrófila Densa (FOD) existentes ao longo de um gradiente altitudinal na porção norte da Serra da Prata, município de Morretes, PR. Buscou-se detectar os diferentes sub-grupos florestais existentes e suas relações com a variação do meio físico ao longo da vertente. Através da amostragem e de observações em campo foram detectadas 283 espécies arbóreo-arbustivas, distribuídas por 135 gêneros e 63 famílias. Sob o aspecto florístico ocorreu uma divisão bastante nítida entre os pisos superiores e inferiores, denominados montanos e submontanos, coincidindo com o limite dos climas Cfa e Cfb, situado entre 700 e 800 m s.n.m.

Dentro do patamar montano, uniforme no aspecto florístico, uma maior variedade de situações pedológicas devidas ao relevo montanhoso e irregular acarretam em diferenciações estruturais das comunidades, constituindo fitotipias fisionomicamente distintas em nível de subformação. Os solos rasos e instáveis existentes nas maiores altitudes condicionam na vegetação características estruturais específicas que as distinguem das observadas nos pisos intermediários, onde ocorrem solos relativamente mais espessos.

 Palavras-chave: Serra da Prata; vegetação

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Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange (Serra da Prata) subsídios

29/06/2009
Katia Siedlecki, Maria Carolina Portes, Roque Cielo Filho

RESUMO:

Com o objetivo de encaminhar proposta de ajuste dos limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, balizada por critérios técnicos definidos pela equipe gestora e consultorias específicas, a equipe gestora do parque, atendendo às orientações definidas pelo Roteiro Metodológico de Planejamento (Ibama, 2002), referente ao Ordenamento das Unidades de Conservação recém-criadas, procedeu ao reconhecimento da paisagem em campo, ouviu representantes dos poderes públicos e das comunidades locais, levantou os dados secundários disponíveis, visando consolidar um diagnóstico prático que favoreça a contextualização regional da unidade, a compreensão de sua importância e a urgência de medidas de gestão, diante da complexidade dos fatores intervenientes.

 Palavras-chave: Serra da Prata; Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange

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A ética no montanhismo

28/06/2009

Edson Struminski

RESUMO:

Imagens sobre montanhas e sobre suas ascensões têm tradicionalmente um forte impacto na sociedade, de tal forma que é praticamente impossível ficar indiferente a estas imagens ou às histórias relacionadas a este assunto. Como se explica isto? Neste trabalho serão apresentadas algumas considerações a respeito da relação que os seres humanos mantém com as montanhas. Para entender esta relação utilizarei o conceito de biofilia. A visão que os humanos tem das montanhas variam bastante conforme a cultura e o período histórico em que vivem, gerando diferentes tipologias biofílicas. Esta visão pode modificar-se também individualmente conforme varie o envolvimento da pessoa com a montanha, de modo que transite de uma tipologia para outra. Para exemplificar este caso, apresentarei as trajetórias de envolvimento de alguns montanhistas com as montanhas. Finalmente, comentarei como estas tipologias biofílicas modificam aspectos éticos presentes no próprio montanhismo para atender a demandas presentes na sociedade circundante.

Palavras-chave: montanhismo; ética

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Diretrizes para Escalada e Montanhismo em Áreas Naturais Protegidas

23/06/2009

RESUMO:

A Oficina sobre Diretrizes para Escalada e Montanhismo em Áreas Naturais Protegidas foi realizada no dia 22 de novembro de 2003 no auditório Solar da Imperatriz do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O evento contou com a participação de gestores e funcionários de unidades de conservação, técnicos do IBAMA, Ministério do Meio Ambiente e de outros órgãos ambientais além de representantes das federações e entidades representativas de montanhistas e escaladores de diversos estados brasileiros. O evento constituiu-se em um momento ímpar na história do montanhismo no Brasil em que montanhistas, escaladores e representantes de órgãos ambientais que administram as áreas protegidas discutiram e tiveram oportunidade de propor diretrizes para a gestão da escalada e do montanhismo em unidades de conservação. A iniciativa de realizar a oficina partiu de um Grupo de Trabalho coordenado pela Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ), pela Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMSP) e pela Federação Paranaense de Montanhismo (FEPAM). O grupo, composto por representantes de entidades de montanhismo e escalada e de órgãos ambientais formulou a proposta do evento e uniu esforços para sua realização. Os trabalhos foram desenvolvidos conforme o planejado.

Os resultados alcançados ao final da oficina foram: conceitos sobre escalada e montanhismo consensuados entre os participantes; elaboração de propostas de diretrizes para planejamento e gestão da escalada e do montanhismo em áreas protegidas; proposição de recomendações para as entidades representativas no sentido de atuarem para minimizar os impactos da escalada e do montanhismo em áreas protegidas.

Este relatório descreve o desenvolvimento dos trabalhos na oficina e apresenta os resultados das discussões.

Palavras-chave: montanhismo;  unidades de conservação

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Caracterização da trilha e o impacto do montanhismo nos picos Camapuã e Tucum – Campina Grande do Sul – PR

19/06/2009

Yury Vashchenko

RESUMO:

O objetivo deste trabalho foi caracterizar e avaliar as condições, bem como propor alternativas que possam promover o uso sustentável de uma trilha localizada nos picos Camapuã e Tucum, município de Campina Grande do Sul, PR. Na área de abrangência dos picos realizou-se o levantamento da geologia, geomorfologia, clima, declividade, solos, vegetação e fragilidade ambiental. A trilha foi mapeada utilizando um GPS, sendo esta dividida em quatro trechos. Em cada trecho avaliou-se a declividade, profundidade, largura e extensão da trilha, bem como o tipo de cobertura do solo, a formação de degraus e sulcos e a exposição do solo, raízes e rocha. Determinou-se também a densidade aparente e a porosidade total dentro e fora da trilha. A intensidade de erosão na trilha foi calculada considerando os fatores profundidade do leito e formação de degraus ou sulcos. A intensidade de uso foi avaliada através de amostragem com determinação do número de passagem de visitantes em cada trecho da trilha. A geologia, o relevo e o clima definiram os solos da área de estudo, sendo estes pouco desenvolvidos, rasos e com alto teor de matéria orgânica.

Disponível em Domínio Público

Palavras-chave: trilhas; análise ambiental

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As montanhas e suas representações através dos tempos: buscando significados

19/06/2009

Altair  Gomes Brito

RESUMO:

O presente trabalho busca retratar alguns aspectos da relação homem-montanha, sob a ótica popular. Inclui dimensões complementares, e até mesmo antagônicas: mitos primitivos e associações modernas, esportes de aventura e hierofanias, veneração romântica e sentimentos negativos, eco-turismo e inconsciente popular. O desafio é detectar os novos valores e significados do cotidiano moderno, marcado pela influência da mídia.

Palavras-chave: montanhas; representações; imaginário; paisagem; inconsciente coletivo

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