O montanhismo: representações e identidade nacional

01/01/2010

Londesmon Nunes

RESUMO

O objetivo deste trabalho é realizar um debate histórico sobre as montanhas, observando os seus usos desde a Pré-história até os dias atuais. O recorte temporal diz respeito ao período compreendido como pós-guerra, para tanto, utiliza-se como fontes os relatos escritos de montanhistas que durante o pós-guerra contribuíram para ajudar a incutir, conscientemente ou não, a idéia de comunidade imaginária -nação – em alguns Estados europeus.

Esses montanhistas e membros de expedições, subsidiados pelos estados nacionais modernos de tendência imperialistas do século XX, foram apropriados pelos seus respectivos Estados nesse período. Estados esses que utilizaram de diversos recursos, entre eles o montanhismo, como meio para afirmar a identidade nacional.

Essas nações possuíam ambições de conquistar os cumes de montanhas localizadas na Cordilheira do Himalaia. As conquistas dos cumes, nesse período, simbolizavam uma espécie de troféu para as nações, que se  apropriaram dos montanhistas, transformando-os em heróis com a finalidade de elevar o moral de seu povo ou manter incutido o desejo de nação vitoriosa.

Palavras-chave: montanhismo, pós-guerra, identidade Nacional

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O montanhismo a partir da perspectiva sociológica

18/09/2009

David Moscoso Sánchez

RESUMO

Nos últimos anos, muitos países onde historicamente não havia tradição na prática do montanhismo, experimentaram um importante reconhecimento social deste esporte. Para isto contribuíram inumeráveis elementos sociais, políticos, econômicos e tecnológicos. Este artigo aborda especificamente o processo de institucionalização do montanhismo na Espanha. Concretamente, se indaga sobre a influência de cada um desses elementos, o papel desempenhado pelos diversos agentes sociais e, por último, os diferentes impactos que se desprendem da prática do montanhismo.

O resultado permite confeccionar um amplo elenco de elementos imbricados na construção social do montanhismo refutando-se a hipótese de que na Espanha, se pode falar de “maior idade” neste esporte.

Palavras chave: esportes de montanha, sociologia do esporte.

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Parque Estadual Pico do Marumbi – PR, um estudo das escaladas em rocha

12/08/2009

Wilson Baptista Honório Alves

 RESUMO

Este trabalho foi desenvolvido no Parque Estadual Pico do Marumbi, município de Morretes – PR, com o objetivo de realizar um estudo da atividade de escalada em rocha neste parque. Foi realizado um diagnóstico e fornecidas diretrizes para a manutenção e melhoria da atividade na localidade.

A metodologia utilizada foi uma visita in loco para estudo de caso, sendo os dados coletados através de pesquisa histórica documental e através do método de observação participante, que algumas vezes foi revelada e em outras não. O fruto da coleta destes dados foi que a localidade recebe um número muito inferior de escaladores do que poderia receber e que estes escaladores são atendidos de forma precária. Sendo assim necessita de um planejamento da atividade para que se aumente a demanda de escaladores para o parque e que estes tenham as informações e infra-estruturas necessárias para a prática segura do esporte.

Palavras-chave: escalada, diagnóstico, planejamento, demanda e infra-estruturas.

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Esporte e ecologia: o montanhismo e a contemporaneidade

14/07/2009

Cleber Augusto Gonçalves Dias

RESUMO:

O objetivo deste artigo é tentar explorar as relações existentes entre o montanhismo e o contexto social contemporâneo. Nesse sentido, destacam-se, sobretudo, o diálogo deste esporte com os valores e discursos ambientalistas. Esta particularidade é apontada como um elemento de relativa inovação simbólica para o campo esportivo em geral, ao mesmo tempo em que reitera a longa duração de outros aspectos na constituição desse fenômeno social, particularmente na sua busca da natureza como lócus para prática.

Palavras-chave: esporte; ecologia; contemporaneidade.

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Escalada em rocha e seu potencial para a prática na região do município de União da Vitória

13/07/2009

Andrey Portela e Karin Juliana Sawiak Feitosa

RESUMO:

 
As atividades físicas de aventura vêem nos últimos tempos se expandindo de forma espantosa, proporcionando uma maior aproximação das pessoas com a natureza. Dentre todas as modalidades que são praticadas na natureza, a Escalada em Rocha é uma das que proporciona maior contato entre o homem e a mesma. O estudo teve como objetivo identificar e descrever o potencial da região do município de União da Vitória – PR para a prática da escalada em rocha, selecionando os possíveis locais para a prática e verificando o nível de interesse dos acadêmicos de Educação Física em relação à prática profissional e esportiva da escalada. Foram abordados no referencial teórico os seguintes assuntos: os esportes de aventura, o montanhismo, a escalada em rocha e o município de União da Vitória. Trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter descritivo exploratório (ANDRADE, 1999). Os acadêmicos foram escolhidos através do processo de seleção probabilístico aleatório simples (MARCONI e LAKATOS, 2002), sem restrição à cidade onde residem, idade ou sexo, participando 45 acadêmicos em novembro de 2005. Para a coleta dos dados foram utilizados os seguintes instrumentos: ficha catalográfica, máquina fotográfica, fita métrica, mapa e carta topográfica e um questionário. Foi utilizada a estatística descritiva para o tratamento dos dados. Com base no estudo realizado, conclui-se que a região do município de União da Vitória possui um grande potencial para a prática, faltando incentivo e investimentos em infra-estrutura. Pôde-se verificar também que a grande parte dos entrevistados mostrou interesse tanto em praticar a escalada em rocha como se profissionalizar para trabalhar com este esporte.

 

Palavras-chave: escalada em rocha; União da Vitória.

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A influência da fadiga no tempo de reação de praticantes de escalada em rocha

13/07/2009

Andrey Portela

RESUMO:

A escalada em rocha é um esporte que vem se desenvolvendo e tornandose cada vez mais popular no Brasil. O esporte é considerado por natureza perigoso onde, o risco está sempre presente e acidentes não são raros, sendo que muitos deles podem levar à morte exigindo atenção e cuidado de seus praticantes. Este estudo teve como objetivo avaliar o Tempo de Reação com estímulo visual simples, estímulo auditivo simples e de discriminação (Visual ou auditivo) de atletas de escalada em rocha considerando o nível de fadiga e a experiência no esporte. Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza descritiva diagnóstica (RUDIO, 1986), sendo realizado com escaladores de rocha da grande Florianópolis, investigando praticantes do sexo masculino sem restrição a idade e ao tempo de prática neste esporte. A amostra foi escolhida através do processo de seleção não probabilística intencional, participando da pesquisa 20 atletas, no período entre junho e julho de 2005. Para a coleta dos dados foi utilizado um software de avaliação do tempo de reação (ANDRADE et al., 2002), um questionário para caracterização dos escaladores, inventário de ansiedade estado – IDATE (SPIELBERGER et al., 1979), a escala RPE de Borg (BORG, 2000) e uma parede artificial de escalada em rocha. A estatística descritiva foi utilizada para o tratamento dos dados. A média do tempo de reação dos escaladores para os estímulos visuais, auditivos e de discriminação, que é de 315 (±48,03) ms, 304 (±52,22) ms e 347 (±49,45) ms respectivamente. Conclui-se que a influência da fadiga no tempo de reação é negativa e significativa para o desempenho dos escaladores, comprovando-se que quanto maior o esforço, maior a influência; Os diferentes níveis de experiência dos atletas nesta modalidade não foram um fator de interferência positiva no desempenho do tempo de reação.

Palavras-chave: escalada em rocha; tempo de reação; fadiga

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Consumo de drogas lícitas e ilícitas por praticantes do esporte de aventura escalada em rocha

13/07/2009

Andrey Portela e Alexandro Andrade

RESUMO:


O estudo teve como objetivo descrever e analisar o uso de drogas lícitas e ilícitas entre os praticantes da escalada em rocha na Grande Florianópolis e em outros estados brasileiros, tendo como justificativa as indicações de Andrade e Portela (2000), sobre o grande número de praticantes que utilizam drogas ilícitas durante a escalada. A revisão de literatura abrangeu os tópicos “escalada em rocha, as drogas e o doping nos esportes”. Utilizou-se uma metodologia descritiva, aplicada, elaborando-se uma entrevista estruturada para ter um contato direto com os praticantes, com perguntas abertas, evitando inibir ou limitar suas respostas. A amostra não-probabilística intencional contou com 73 escaladores, com idades entre 15 a 45 anos, de ambos os sexos, sem restrição ao tempo de prática. Como principais resultados: 80,8% (59) dos escaladores são usuários de drogas, sendo que a maconha é a droga mais utilizada durante a escalada. Isto causa várias alterações físicas e psicológicas. Os principais motivos que os levaram ao uso foram à influência de amigos, familiares e a curiosidade, onde 13,5% (8) deles tiveram contato com a maconha no ambiente da escalada. Concluiu-se que o uso de drogas lícitas e ilícitas entre escaladores ocorre, encontrado-se um grande número de usuários. Os motivos para o uso estão relacionados ao prazer que a droga lhes concede, e para a minoria, o benefício a sua performance.

Palavras-chave: escalada em rocha; performance; consumo de drogas.

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A educação vai à montanha

07/07/2009

Londesmon Nunes Folha

RESUMO:

 Este artigo tem por objetivo abordar o montanhismo, que surgiu como esporte no século XVIII, até sua sub ramificação denominada de escalada indoor, modalidade esportiva essa que é utilizada como suporte educacional em instituições de ensino.

O autor pretende realizar um resgate histórico e demonstrar os benefícios que esta modalidade esportiva pode proporcionar aos alunos e ainda indicar que esse esporte está em perfeita consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) estabelecido pelo Ministério da Educação.

 Palavras-chave: montanhismo; escalada indoor;  educação.

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To Bolt or Not to Be

04/07/2009

RESUMO:

Este documento, traduzido para o português,  debate o uso de proteções fixas. Algumas  organizações de montanhismo estavam preocupadas com o fato de que, sem um consenso entre escaladores e montanhistas, outras instituições tentariam impor regras às nossas atividades. Em algumas regiões alpinas disputas maiores surgiram entre escaladores do tipo “plaisir” (prazer) e “puristas” – escaladores que preferem um estilo tradicional de praticar a escalada e o montanhismo. Esta disputa desencadeou um círculo vicioso de remoções, adições e novas remoções de grampos em certas vias.

 Em 1998, a pedido da Comissão de Montanhismo da UIAA, os clubes alpinos da Alemanha e da Áustria, criaram um grupo de trabalho para rascunhar um documento balizador. Uma ampla gama de pontos de vista foi considerada.

 O documento foi então apresentado no Encontro e Seminário Internacional de Escalada Invernal de 1999 em Aviemore, Escócia. Este encontro contou com mais de 100 escaladores de 28 países, que por unanimidade endossaram o documento. Ele conclama os escaladores de todo o mundo a considerarem-no detalhadamente, de tal forma que um consenso baseado na boa prática pudesse ser estabelecido e a liberdade para praticarmos nossas atividades protegida. O documento foi finalmente adotado pelo Conselho da UIAA em maio de 2000.

Palavras-chave: montanhismo; proteções fixas

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A ética no montanhismo

28/06/2009

Edson Struminski

RESUMO:

Imagens sobre montanhas e sobre suas ascensões têm tradicionalmente um forte impacto na sociedade, de tal forma que é praticamente impossível ficar indiferente a estas imagens ou às histórias relacionadas a este assunto. Como se explica isto? Neste trabalho serão apresentadas algumas considerações a respeito da relação que os seres humanos mantém com as montanhas. Para entender esta relação utilizarei o conceito de biofilia. A visão que os humanos tem das montanhas variam bastante conforme a cultura e o período histórico em que vivem, gerando diferentes tipologias biofílicas. Esta visão pode modificar-se também individualmente conforme varie o envolvimento da pessoa com a montanha, de modo que transite de uma tipologia para outra. Para exemplificar este caso, apresentarei as trajetórias de envolvimento de alguns montanhistas com as montanhas. Finalmente, comentarei como estas tipologias biofílicas modificam aspectos éticos presentes no próprio montanhismo para atender a demandas presentes na sociedade circundante.

Palavras-chave: montanhismo; ética

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Diretrizes para Escalada e Montanhismo em Áreas Naturais Protegidas

23/06/2009

RESUMO:

A Oficina sobre Diretrizes para Escalada e Montanhismo em Áreas Naturais Protegidas foi realizada no dia 22 de novembro de 2003 no auditório Solar da Imperatriz do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O evento contou com a participação de gestores e funcionários de unidades de conservação, técnicos do IBAMA, Ministério do Meio Ambiente e de outros órgãos ambientais além de representantes das federações e entidades representativas de montanhistas e escaladores de diversos estados brasileiros. O evento constituiu-se em um momento ímpar na história do montanhismo no Brasil em que montanhistas, escaladores e representantes de órgãos ambientais que administram as áreas protegidas discutiram e tiveram oportunidade de propor diretrizes para a gestão da escalada e do montanhismo em unidades de conservação. A iniciativa de realizar a oficina partiu de um Grupo de Trabalho coordenado pela Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ), pela Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMSP) e pela Federação Paranaense de Montanhismo (FEPAM). O grupo, composto por representantes de entidades de montanhismo e escalada e de órgãos ambientais formulou a proposta do evento e uniu esforços para sua realização. Os trabalhos foram desenvolvidos conforme o planejado.

Os resultados alcançados ao final da oficina foram: conceitos sobre escalada e montanhismo consensuados entre os participantes; elaboração de propostas de diretrizes para planejamento e gestão da escalada e do montanhismo em áreas protegidas; proposição de recomendações para as entidades representativas no sentido de atuarem para minimizar os impactos da escalada e do montanhismo em áreas protegidas.

Este relatório descreve o desenvolvimento dos trabalhos na oficina e apresenta os resultados das discussões.

Palavras-chave: montanhismo;  unidades de conservação

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Pensando a relação homem-natureza a partir do montanhismo – Um estudo de caso no Morro Anhangava – PR

27/03/2009

Hebert Hiroshi Sato

RESUMO:

Este é um estudo sobre a relação homem-natureza a partir do montanhismo. Neste estudo, considera-se que o cartesianismo transformou radicalmente a relação do homem com a natureza e do homem com a sociedade. Como conseqüência do desenvolvimento da técnica, o homem afastou-se da natureza, tomando-a como um objeto a ser dominado.

Mas a pesquisa considera que o homem retorna à natureza, aqui no caso às montanhas, visando resgatar um prazer “perdido”; entretanto, acaba desenvolvendo ainda uma relação de domínio na figura do “desempenho”. Através disso, acaba se alienando do que faz e do que é.

Veremos neste trabalho, de que forma estas questões se refletem na história da relação do homem com as montanhas em geral e especificamente com o morro Anhangava situado na Região Metropolitana de Curitiba-Pr.

Palavras-chave: montanhismo; Marcuse; mecanicismo

Para saber mais:

Leia o ARTIGO:  DESEMPENHO E MONTANHISMO

ou

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Sistema de Apoio à Decisão em Escalada Alpina

20/03/2009

Leandro Toss Hoffmann

RESUMO:

Neste trabalho é apresentado um Sistema de Apoio à Decisão aplicado à escalada alpina. O objetivo do sistema é apoiar um líder de escalada nas suas decisões, onde existe um grande risco associado.

Essas decisões referem-se a configuração de recursos e otimização de rota. Em nenhum momento o sistema de informação decidirá pelo líder o que fazer, pois seu objetivo é dar suporte ao decisor, visando uma melhor qualidade na decisão.

Palavras-chave: sistema de informação; sistema de apoio à decisão; software de apoio à decisão.

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Código de montanha UIAA

20/03/2009

 RESUMO:

As discussões sobre os direitos de acesso para escaladores e montanhistas a suas áreas de atividade, conduziram a um debate promovido pela União Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA), em 2001, que levou os montanhistas a assumirem a liderança em questões ambientais. Internamente, ocorreu um acalorado debate sobre o estilo de escalada, a maioria com um enfoque sobre a legitimidade das ajudas artificiais tais como grampos, cordas fixas e oxigênio.

Neste código de etica, foram delineadas respostas a um amplo desejo de tornar explícitas as regras não escritas de conduta para montanhistas, de modo a se adaptarem às necessidades dos tempos. O Código destina-se a todas as pessoas interessadas em esportes de montanha, quer se queira ir para uma caminhada ou escalada. Os temas são apresentados com o objetivo de promover um debate internacional, a fim de se tornararem  um consenso sobre as regras de conduta em todas as áreas relevantes da montanha.
 
Palavras-chave: ética; montanhismo
 

 


Código de Ética – Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo

20/03/2009

RESUMO:

A Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo disponibiliza para os interessados um código de ética para este esporte. A Federação considera que existem alguns princípios básicos que todo montanhista deve considerar como indivíduo e como membro da comunidade de montanhistas.

O código trata do planejamento das atividades de montanhismo, práticas de mínimo impacto, cuidados ambientais (lixo, fogo), cuidados com a flora e a fauna, atitudes com relação à populações montanhesas e ética de escalada em rocha.

Palavras-chave: montanhismo; ética

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